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» » Lava Jato: Procuradores detonam Câmara por texto anticorrupção e ameaçam renúncia
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  • Procuradores da Força Tarefa da Lava Jato, como Deltan Dallagnol, ameaçaram abandonar a operação
A Força Tarefa da Lava Jato convocou entrevista coletiva nesta quarta-feira (30) para repudiar o texto final do pacote de medidas anticorrupção aprovado nesta madrugada na Câmara dos Deputados. Os procuradores prometeram renunciar caso o projeto seja sancionado pelo presidente Michel Temer. "Não será possível continuar a Lava Jato se a lei da intimidação for aprovada. Vamos renunciar coletivamente", disseram eles.

Onze integrantes do grupo de investigação afirmaram que podem deixar a força tarefa e seguirem para os seus Estados e atribuições de origem se a lei que veda a independência de promotores, procuradores e juízes – nominada de "Lei da Intimidação" – for aprovada.

"Se nós os acusarmos, nós seremos acusados", resumiu o procurador da República e um dos coordenadores da investigação, Carlos Fernando dos Santos Lima. "As mudanças na lei são claras no sentido de responsabilizar pessoalmente procuradores, magistrados e promotores. Os parlamentares aproveitaram um projeto contra a corrupção para se proteger", disse.

De acordo com o procurador da República Deltan Dallagnol, o Congresso "sabe muito bem o que está fazendo", embora esteja fugindo dos interesses da sociedade. "O mesmo espírito de autopreservação que moveu a proposta de autoanistia moveu e move a intimidação de promotores, procuradores e juízes. O objetivo é estancar a sangria", afirmou.

Segundo a força tarefa da Lava Jato, o texto original das Dez Medidas Contra a Corrupção passou por uma ampla discussão nas comissões das Câmara, contando com a coleta de depoimento de mais de 100 especialistas. "O texto final da comissão foi extremamente positivo, aprovado na unanimidade. Mas, ao chegar ao plenário, foi deformado. Rasgou-se o texto para uma medida favorável à corrupção", analisou Dallagnol.

Embora a força tarefa tenha negado a existência de um conflito entre poderes no Brasil, Lima afirmou que a comoção nacional causada pela queda do avião da Chapecoense, na Colômbia, foi usada para permitir as alterações no projeto, ludibriando a população. "Depois de meses de discussão, em uma noite, muda-se toda a legislação e se cria a intimidação. Quem se aproveitou de um desastre não fomos nós. Agimos com clareza e transparência e, em uma madrugada, tudo se pôs a perder", ressaltou.

Dallagnol foi mais longe e afirmou que, com a aprovação das medidas, o primeiro sentimento é de que a investigação possa ser inútil. "Era uma oportunidade incrível para fechar brechas na corrupção e traçar um novo rumo para o Brasil. Não queremos nos sobrepor ao parlamento e o respeitamos. Levamos a eles problemas que demandavam soluções e geravam impunidade a casos de corrupção. A resposta foi: vamos deixar que a impunidade continue reinando", diz.

Em uma posição semelhante à do juiz Sergio Moro, que em palestra na semana passada afirmou que o caso Mãos Limpas, na Itália, servia de alerta à Lava Jato, a operação brasileira pode ter um resultado muito diferente do que se espera, com um Estado ainda mais corrupto e protegido por leis. "Esses projetos tornam o Estado pior do que era antes. Foi o que aconteceu na Itália e é neste caminho que estamos seguindo", analisou Dallagnol.

Pacote aprovado com mudanças

Aprovado por 450 votos contra 1 no início da madrugada desta quarta-feira (30), o texto-base do projeto de lei com o chamado pacote de medidas anticorrupção recebeu diversas alterações em sessão extraordinária. 

A polêmica anistia à prática do caixa 2 não entrou no pacote. Entre as mudanças aprovadas, porém, está a inclusão no texto da possibilidade de juízes e promotores responderem por crime de abuso de autoridade. O texto segue agora para votação no Senado.

O argumento dos parlamentares para a aprovação da medida era que não poderia se admitir no país mais "privilégios a ninguém". "Essa emenda permite que todos se comportem dentro da lei", disse o líder do PC do B, Daniel Almeida (BA). A emenda, apresentada pelo PDT, era alvo de críticas da força-tarefa da Operação Lava Jato e recebeu 313 votos a favor e 132 contrários (cinco deputados se abstiveram).


Fonte:  http://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/brasil/2016/11/30/lava-jato-procuradores-detonam-camara-por-texto-anticorrupcao-e-ameacam-renuncia.htm

Autor CULTO ABENÇOADO NO SEU LAR LAR

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